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Indicações de extração do dente do siso


Provavelmente, você já extraiu o dente do siso ou ouviu muitas histórias de pessoas que passaram pelo procedimento e deve ter se perguntado: todo mundo precisa extrair o dente do siso?


Primeiramente, vamos esclarecer quem é o famoso dente do siso. Analisando uma dentição permanente (adulta) típica, partindo da linha central do rosto, ou linha média, que divide o rosto em duas metades, e afastando-se dessa linha central no sentido das orelhas, os dentes se dispõem na seguinte sequência: incisivo central, incisivo lateral, canino, primeiro e segundo pré-molares e primeiro, segundo e terceiro molares. O dente do siso é o terceiro molar, ou seja, o último dos molares, aquele dente que fica mais ao fundo da boca. Uma pessoa que tem a dentição permanente completamente erupcionada apresenta quatro dentes do siso: dois na arcada superior (direito e esquerdo) e dois na arcada inferior.


Este dente de que tratamos aqui no texto é o último a erupcionar, e costuma ter sua existência percebida a partir dos 16 anos de idade, com relatos de casos de erupção se completando até próximo dos 30 anos de idade.


Existem teorias de que os últimos dentes de cada grupo tendem a desaparecer ao longo das gerações, isto é, com o passar do tempo, talvez não existam mais pessoas com os incisivos laterais e os terceiros molares, por exemplo. Um achado que reforça essas teorias é a ausência de um ou mais e até de todos os terceiros molares em uma parcela significante de pessoas, fenômeno conhecido como anodontia do terceiro molar. Quando um ou mais terceiros molares não estão erupcionados na boca, a confirmação da anodontia ocorre quando o profissional dentista analisa imagens de radiografia ou tomografia computadorizada, que permitem constatar se o dente realmente não existe ou se não apenas aparece na boca porque está recoberto por gengiva ou, ainda, totalmente dentro do osso que suporta os dentes.


Uma vez que dois dos pilares da Odontologia moderna são a conservação, ao máximo possível, dos dentes naturais e a preservação da eficiência mastigatória, qualquer dente, inclusive os terceiros molares, somente deve ser removido da boca quando houver prejuízo já instalado ou possibilidade de danos futuros à saúde ou mastigação caso o dente seja mantido. Isto quer dizer que, caso o terceiro molar esteja totalmente erupcionado, não tenha sua estrutura comprometida nem mobilidade avançada e esteja fazendo parte do processo de mastigação, ele deve ser mantido tanto quanto os outros dentes saudáveis.


As extrações cirúrgicas dos terceiros molares devem ser indicadas em casos bem específicos após análise cuidadosa pelo profissional dentista. Os casos mais comuns de indicação são:


  • Quando o terceiro molar fica totalmente ou parcialmente recoberto apenas por tecido gengival. Nesses casos, a gengiva que recobre o dente adquire um formato que permite o acúmulo de alimentos na região. A extração dentária, neste caso, então, previne o desenvolvimento de lesões de cárie ou problemas de mobilidade nos dentes vizinhos (segundos molares) e também uma inflamação na gengiva chamada pericoronarite, que costuma se manifestar por meio de dor, mau cheiro e dificuldade de abertura da boca (trismo);


  • Quando o dente está totalmente envolvido por osso (totalmente impactado) em tal posição de proximidade com o segundo molar que eleve o risco de reabsorção da raiz deste dente vizinho. Assim, a extração do terceiro molar visa a prevenir a perda do segundo molar;


  • Quando é constatado, após cálculos e exames específicos, que não há espaço suficiente na boca para manter os dentes permanentes alinhados. Nestas situações, existe a indicação de extração por motivos ortodônticos.


Quando existe a indicação de realizar extração de terceiros molares, a escolha de um bom profissional e seguir à risca todas as recomendações da equipe odontológica tornam tanto o procedimento cirúrgico quanto o período pós-operatório mais rápidos e confortáveis.


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Grande abraço de nossa equipe!

Este artigo tem objetivo de divulgar informações sobre tópicos gerais de odontologia e saúde oral. Seu conteúdo não substitui a orientação, o diagnóstico nem o tratamento com profissional especializado. Quaisquer dúvidas que você tenha sobre tratamentos, sinais ou sintomas de doenças devem ser sempre esclarecidas com seu dentista, médico ou outro profissional especializado.

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