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Saúde bucal na terceira idade



Cuidamos de muitos pacientes da terceira idade em nosso consultório e notamos problemas recorrentes e comuns à maioria deles. À medida que envelhecemos, mudanças no corpo ligadas ao avanço da idade e uma maior utilização de medicamentos podem influenciar no surgimento ou agravamento de alguns problemas bucais. Vejam alguns dos principais focos de atenção que precisamos ter com as pessoas da terceira idade:


  • Cárie "de raíz" Com o passar do tempo, é comum ocorrer retração gengival, um processo que expõe a raiz do dente, fazendo com que ele pareça "mais longo" na boca. A região exposta da raiz do dente pela retração gengival possui maior risco de surgimento de lesão de cárie.


  • Sensibilidade dentária A retração gengival, além de facilitar o surgimento da cárie de raiz, expõe áreas do dente que não estão protegidas pelo esmalte dental, e que podem ser bastante sensíveis à dor quando em contato com alimentos e bebidas quentes ou frios. Por conta disso, a sensibilidade dentária pode se agravar com a idade. Em casos mais severos, também pode ocorrer sensibilidade com contato com ar frio, alimentos e líquidos doces ou azedos.


  • Xerostomia ("boca seca") Conforme aumenta a idade, aumentam também as queixas de sensação frequente de “boca seca”, manifestação chamada de xerostomia, que ocorre por conta da redução da produção de saliva. Isso pode ser causado por uso de determinados medicamentos, por problemas de saúde ou pelo fato de o paciente já ter se submetido a tratamento com radioterapia na região da cabeça ou pescoço. Como a saliva é uma importante protetora natural da boca, algumas das consequências da xerostomia podem ser o desenvolvimento de lesões de cárie e de infecções na mucosa oral por bactérias e fungos (como candidíase).


  • Próteses mal-adaptadas Ao substituir dentes perdidos, as dentaduras, próteses removíveis e fixas são ótimas aliadas na melhoria da mastigação e fala de pessoas da terceira idade, porém, esses dispositivos exigem cuidados especiais. Quando estão mal-adaptados, desgastados ou fraturados, podem lesionar os tecidos bucais, causarem danos aos dentes remanescentes, com consequências também para a estrutura óssea e muscular da face. Assim, as próteses, que deveriam melhorar a qualidade de vida, tornam-se causadoras de dores, desconforto e dificuldade de mastigação e fala.


  • Problemas gengivais A inflamação gengival, conhecida como gengivite, é um problema que afeta pessoas de todas as idades, mas pode se agravar bastante com o avanço do tempo, especialmente em pessoas acima dos 40 anos, progredindo para estágios mais avançados, como a periodontite, quando os dentes podem ficar amolecidos e ocorrer perdas dentárias.


  • Câncer de boca O fumo e álcool são os principais fatores de risco para esses tumores malignos que podem acometer a língua, amídala, gengiva, céu da boca, bochechas, assoalho da boca (abaixo da língua) e lábios. No caso dos lábios, especialmente o lábio inferior, exposição ao sol é o principal fator de risco devido à ação dos raios ultra-violeta. O câncer de boca pode surgir como feridas que não cicatrizam, inchaços ou caroços endurecidos, áreas de dormência, manchas brancas ou vermelhas dentro da boca ou lábios. Também pode provocar perda de peso, mau hálito, caroço no pescoço, dificuldade em falar e engolir.


Existem muitos fatores, portanto, que exigem atenção especial à saúde bucal na terceira idade, mas a boa notícia é que cuidar bem da saúde bucal, mantendo hábitos saudáveis de alimentação (rica em frutas, verduras e legumes) e uma boa higienização, além de realizar consultas periódicas com o dentista podem fazer com que todos esses problemas sejam prevenidos, tratados ou, pelo menos, minimizados.


A realização de uma higiene bucal bem feita, utilizando uma escova dental macia e técnica não agressiva, incluindo escovação com um creme dental que contenha flúor e uso de fio dental, pode ajudar as pessoas da terceira idade a ter dentes mais resistentes à cárie, além de prevenir retração gengival e, portanto, cáries de raiz e sensibilidade dentária.


As consultas periódicas no dentista são fundamentais, para permitir o diagnóstico e o tratamento precoce das doenças gengivais, que são reversíveis em seus primeiros estágios (gengivite), além de serem importantes para acompanhamento da longevidade das próteses, restaurações, implantes e outros tratamentos já realizados.


Com relação ao câncer de boca, um exame de rotina realizado por profissional dentista pode identificar a doença logo no início, quando há maiores chances de recuperação. Muito importante saber: todas as pessoas também podem realizar o autoexame com auxílio de um espelho em local iluminado, para identificar manchas brancas ou vermelhas, feridas que não cicatrizam ou caroços endurecidos nas regiões de lábios, língua, amídalas, bochechas, assoalho da boca (abaixo da língua), céu da boca e pescoço. Ainda assim, mesmo não encontrando nada de anormal, visitas regulares ao dentista não podem deixar de ser feitas para exames mais detalhados.


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Este artigo tem objetivo de divulgar informações sobre tópicos gerais de odontologia e saúde oral. Seu conteúdo não substitui a orientação, o diagnóstico nem o tratamento com profissional especializado. Quaisquer dúvidas que você tenha sobre tratamentos, sinais ou sintomas de doenças devem ser sempre esclarecidas com seu dentista, médico ou outro profissional especializado.

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